hoje eu tive a feliz surpresa de que o mini-clip editado por mim já tem 40 comentários no youtube. =)
por isso, comemoro postando o link dele aqui.
hoje eu tive a feliz surpresa de que o mini-clip editado por mim já tem 40 comentários no youtube. =)
por isso, comemoro postando o link dele aqui.
cada vez mais eu me convenço que apesar de todos os problemas, a minha família é a melhor coisa que existe no universo. eu nao sei de onde sai tanto amor que essas duas maravilhosas mulheres tem por mim. nao sei. é uma coisa que só se sente, não se explica. e como eu estou sensível a tudo e a todos, e sujeita a todos os clichês, me emociono só de pensar nelas.
“Acho que o fato de ele não ter mãos reforça o seu apelo quando dá uma de João-sem-braço. "não quero, não me abra, não me leia. Olha só, estou te avisando, eu sou muito chato!" E por que isso? ele tinha tanto pra me dizer, e preferiu dar ouvidos às suas orelhas e jogar-se em um qualquer canto, escondido na poeira do carpete. "Longe de mim! Tire já essas mãos imundas! Você não me merece, não está pronto!"
- Quem é você pra dizer?
Mas ele não ouve. Infelizmente ainda não é um meio completo de se conversar, nem tão saudável. E continuou: "Ai minha santa sulfite, que fiz eu pra merecer tanto sofrimento?"
- Você nasceu do sofrimento! Você é quase um parto, sabia?
Então ele ficou vermelho. Todo mundo sabe ouvir muito bem quando quer.
- E eu sei que por trás dessa capa dura, há pensamentos brilhantes, que só precisam se deixar ver.
E ele se abriu, todo devagar, vexado e conquistado, porém exultante. Sua pele era minuciosamente sentida, e ele enriquecia-se pelo prazer de se deixar conhecer.”
Rodrigo Alonso
[Um texto que quis colocar aqui, porque achei fantástico. Lindo. Tudo-di-bom. hehehehe. Está no blog desta criaturinha curiosa]
um dia um homem saiu para o frio. seus pés congelavam dentro dos sapatos, mas mesmo assim, ele saiu.
ele cantarolou uma musica reconfortante, mas ninguem ouviu. e talvez por isso, ele ficou muito mais quieto e muito mais triste do que o mundo jamais viu.
se cantar não adiantava, que tal um assobio? mas tudo naquele dia era tão cinza, tão escorregadio…
o homem suspirou e voltou para casa, arredio. resolveu que nao sairia mais para o frio. deitou sua cama, fechou os olhos e logo adormeceu. pelo menos ali, ele tinha algo que era seu.
e com o passar do tempo, o homem envelheceu. seu medo arrefeceu. tenho pouco tempo! – ele dizia, e o grito ecoava na parede fria.
mas como nada acontecia, o homem nao lutava, não perdia e nem vencia, o frio, como era do seu feitio, permanecia.
(algo para uma noite fria, em que eu achei que era melhor postar isso do que “estou com tanta dor de cabeça que acho que tenho um tumor” – também sob influencia de um blog muito belo, que ainda nao sei se posso divulgar o endereço.)